Nova sondagem coloca André Ventura na frente e redesenha corrida às presidenciais

Marques Mendes e Cotrim de Figueiredo surgem empatados em segundo, enquanto indecisos disparam e esquerda sofre forte quebra
Uma nova sondagem da Intercampus para o Correio da Manhã, CMTV e Now vem agitar o cenário das eleições presidenciais, colocando André Ventura na liderança das intenções de voto. Se as presidenciais se realizassem hoje, o candidato do Chega surgiria destacado em primeiro lugar, com 18,6%, garantindo assim a passagem à segunda volta. Os dados confirmam uma tendência já apontada por outros estudos recentes, reforçando a presença de Ventura como uma figura central na atual corrida a Belém.
A grande surpresa do barómetro está na luta pelo segundo lugar. Marques Mendes, candidato apoiado por PSD e CDS, aparece praticamente empatado com João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal. Mendes recolhe 15,3% das intenções de voto, enquanto Cotrim surge logo atrás, com 14,3%, deixando para trás António José Seguro e Henrique Gouveia e Melo. Este cenário contrasta com sondagens anteriores, nomeadamente a da Universidade Católica para a RTP, que apontava Ventura e Seguro como os nomes mais fortes para a segunda volta.
Mais abaixo na tabela surgem António José Seguro, com 12,5%, e Henrique Gouveia e Melo, com 12,3%, revelando um equilíbrio acentuado entre os candidatos do centro e centro-esquerda. O estudo foi realizado num contexto político particularmente sensível, depois de Cotrim de Figueiredo ter admitido apoiar André Ventura numa eventual segunda volta e de ter sido envolvido numa denúncia pública de assédio por parte de uma ex-assessora, factos que podem ter influenciado a perceção dos eleitores.
Outro dado relevante desta sondagem é o crescimento expressivo do número de indecisos, que quase duplicou face ao mês anterior, atingindo agora os 19,6%, uma percentagem superior à de qualquer candidato individualmente. Em sentido inverso, os candidatos mais à esquerda registam uma queda acentuada, com Catarina Martins (2,6%), Jorge Pinto (1,9%) e António Filipe (1,7%) sem hipóteses reais de chegar à segunda volta. O cenário permanece aberto e volátil, prometendo novas reviravoltas à medida que a campanha presidencial avança.




