Maycon Douglas: autoridades garantem que hipótese de crime nunca esteve em cima da mesa!

Investigação ao desaparecimento e morte do ex-concorrente descarta envolvimento de terceiros e esclarece pormenores da última noite na Nazaré
A morte de Maycon Douglas, ex-concorrente de um reality show e conhecido DJ, continua a marcar a atualidade mediática, mas as autoridades são claras quanto a um ponto essencial: a hipótese de crime nunca foi considerada. O corpo do jovem foi encontrado no dia 7 de janeiro, na Praia do Sul da Nazaré, após ter sido avistado por um casal que passeava na zona e que de imediato pediu ajuda ao perceber que se tratava de um cadáver.
As buscas tiveram início após o alerta dado pela mãe de Maycon, ao final do dia seguinte ao desaparecimento. Seguiram-se horas de angústia, partilhas nas redes sociais e apelos por informações. Na manhã de 1 de janeiro, graças à localização do telemóvel que alguns amigos acompanhavam, as autoridades localizaram primeiro destroços na zona costeira e, mais tarde, o Nissan Micra do jovem, submerso a cerca de seis metros de profundidade. No interior do veículo foi encontrado apenas um casaco, não havendo qualquer outro objeto relevante.
Segundo fonte das autoridades que acompanha o caso desde o início, nunca existiram indícios que sustentassem a tese de crime ou de envolvimento de terceiros, apesar de rumores que circularam publicamente. “Nunca esteve em cima da mesa a tese de crime”, garante a mesma fonte, esclarecendo ainda informações sobre uma alegada mensagem suspeita enviada do telemóvel de Maycon a um dono de bar. As autoridades desmentem essa versão, assegurando que a forma de escrita correspondia ao estilo habitual do jovem, que frequentemente misturava português com expressões do português do Brasil.
O corpo de Maycon Douglas foi localizado cerca de uma semana depois, a aproximadamente três quilómetros do local onde o carro caiu ao mar. Um pescador acabou por puxar o corpo cerca de dez metros para fora da água, após os gritos do casal que o avistou. Fontes do Instituto de Socorro a Náufragos (ISN) revelaram que o corpo se encontrava em avançado estado de decomposição, sem roupa, sem cabelo e com várias contusões compatíveis com o impacto da queda e o arrastamento pelas correntes marítimas e rochas da zona.
A Polícia Marítima, a Polícia Judiciária e os bombeiros foram rapidamente mobilizados e realizaram as primeiras perícias no local. O corpo foi transportado para o Posto de Socorro a Náufragos, no Porto de Pesca da Nazaré, onde foi identificado, seguindo depois para o Instituto de Medicina Legal de Leiria para autópsia. Todos os dados recolhidos reforçam a conclusão das autoridades: trata-se de um trágico acidente, afastando definitivamente qualquer suspeita de crime no caso de Maycon Douglas.






