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Tânia Laranjo defende-se após fotos com militantes do Chega: “estava a trabalhar

Jornalista da CMTV explica contexto das imagens na noite eleitoral e alerta para perigos de linchamento moral

Tânia Laranjo viu-se no centro de uma polémica nas redes sociais depois de surgirem fotografias suas ao lado de militantes do Chega durante a noite eleitoral. A jornalista da CMTV esclareceu que as imagens aconteceram no contexto profissional e que a sua presença não teve qualquer caráter de apoio político. “Estive a trabalhar. Fui cobrir, como jornalista, os resultados eleitorais no hotel onde estava André Ventura. Entrei como jornalista e saí como jornalista”, afirmou, destacando que as fotos lhe foram solicitadas.

Em defesa própria, Tânia Laranjo criticou a ideia de tratar cidadãos e eleitores de forma hierarquizada. “Se rejeitamos a ideia de imigrantes hierarquizados, também devemos rejeitar a noção de eleitores aceitáveis e eleitores tóxicos, pessoas dignas de atenção e outras indignas de existência pública”, explicou, acrescentando que não podia simplesmente recusar o pedido de registo fotográfico. A profissional sublinhou que a função do jornalismo é observar e relatar a realidade, mesmo quando esta é incómoda, sem tomar partido.

A jornalista abordou ainda a questão da radicalização e do linchamento moral, alertando para os perigos de patrulhas ideológicas e da demonização de cidadãos comuns. “O problema não está em falar com eleitores do Chega; está em fingir que eles não existem”, disse. Tânia reforçou que a caça às bruxas e a patrulha ideológica podem ser ainda mais prejudiciais do que a exposição de posições políticas extremas, já que não combate os extremismos, mas sim os alimenta.

O esclarecimento de Tânia Laranjo surge num momento em que a polémica sobre a neutralidade jornalística e a presença de profissionais em ambientes politicamente sensíveis tem vindo a ser cada vez mais debatida. A jornalista manteve firme a sua posição, reiterando que a ética profissional exige reportar os factos, sem filtrar ou censurar a presença de cidadãos, independentemente da sua filiação política, reforçando assim a importância de um jornalismo responsável e imparcial.

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