Idoso em prisão preventiva após tentativa de homicídio na Amadora

Mulher de 82 anos foi esfaqueada e agredida com um rolo da massa na casa do casal, na Brandoa, num caso de violência doméstica
Um caso de violência doméstica na Amadora está a gerar forte comoção depois de um homem de 89 anos ter ficado em prisão preventiva por alegadamente tentar matar a companheira, de 82 anos. O crime ocorreu na residência do casal, na Brandoa, e envolveu agressões com arma branca e um objeto doméstico, num episódio que as autoridades classificam como especialmente grave.
Segundo a PSP, a agressão terá sido desencadeada por ciúmes infundados por parte do suspeito. O idoso terá pegado numa faca, atingindo a vítima na bochecha, no pescoço e na zona do tórax, ferimentos que colocaram a mulher em risco sério. Como se não bastasse, o agressor terá ainda utilizado um rolo da massa para desferir golpes na nuca da companheira, intensificando a brutalidade do ataque dentro do próprio lar do casal.
A situação só não terminou em tragédia graças à rápida fuga da vítima, que conseguiu sair de casa e pedir ajuda na rua. Um popular apercebeu-se da gravidade do cenário e interveio, conseguindo travar as agressões até à chegada das autoridades. A mulher foi transportada para o hospital para receber assistência médica, enquanto o suspeito foi detido no local e encaminhado para as instâncias judiciais.
O agressor foi presente a tribunal e acabou por ser indiciado por homicídio tentado, violência doméstica e posse de arma proibida, crimes que podem resultar em penas pesadas. O juiz de instrução criminal considerou existirem fortes indícios e perigo de continuação da atividade criminosa, decretando a medida de coação mais gravosa: prisão preventiva.
Este caso reacende o debate sobre a violência doméstica contra idosos em Portugal, uma realidade muitas vezes silenciosa, mas com consequências devastadoras. As autoridades reforçam a importância de denunciar sinais de agressão e de procurar ajuda, sublinhando que o isolamento e a dependência podem tornar estas vítimas ainda mais vulneráveis dentro do próprio ambiente familiar.






